Grêmio Campeão da Copa do Brasil 1997


Campanha do Grêmio
Jogos – 10
Vitórias – 5
Empates – 5
Derrotas – 0
Gols.Pró. – 19
Gols.Contra – 12
Saldo – 7
Média – 1,9


Números Do Torneio
Participantes – 44
Jogos – 78
Total De Gols- 267
Média De Gols – 3,42
Total De Público – 1.140.048
Média De Público – 14.616

PRINCIPAIS ARTILHEIROS
Paulo Nunes (Grêmio)- 9 gols
Paulo Rink (Atlético-PR)- 8 gols
Romário (Flamengo) – 7 gols
Viola (Palmeiras) – 7 gols
Souza (Corinthians) – 6 gols
Arílson (Internacional)- 6 gols

DIRETORIA
Presidente: Luiz Carlos P. Silveira Martins
Vice de futebol: Alceu César Pacheco
Diretor: Márcio Bolzoni

Supervisor: Antônio Carlos Verardi
Preparador Físico: Francisco Gonzales
Médico: Dr. Alarico Endres

Jornais e Revistas

Juca Kfouri – Mosqueteiro campeão
Se há um grupo de jogadores neste país que leva ao pé da letra o lema dos mosqueteiros, ”um por todos, todos por um”, este é o grupo do Grêmio, estupendo tricampeão da Copa do Brasil.
E não é por acaso que o símbolo do tricolor foi insp
irado em Alexandre Dumas.
Depois de garantir um 0 a 0 com dez jogadores no Olímpico _pela
justa expulsão de Dinho_, o que o campeão do Brasil fez no Maracanã foi outra vez comovente.
Ganhava bem até perder o xerife Rivarola e parecia derrotado depois que Romário desempatou para delírio do estádio repleto.
Não desistiu, acreditou com a fé dos grandes vencedores e, mesmo com Paulo Nunes numa noite só esforçada, teve em Carlos Miguel o fator que desequilibrou o jogo e calou a massa rubro-negra.
Ele já havia dado a bola para o primeiro, e belíssimo, gol de João Antônio.
Então, pegou a bola na intermediária, lançou p
ara Roger, correu para o miolo da grande área, recebeu de volta e fez ainda mais alegre o porto do Guaíba.
Alguém um dia disse, e virou marca registrada, que o Grêmio é o mais argentino dos times brasileiros.
Pois é pouco, apesar de a escola argentina ser fabul
osa e bicampeã mundial.
O Grêmio, pela sua perseverança, é o mais alemão dos
times nacionais, descendente direto de outra escola brilhante e, afinal, tricampeã do mundo.
Tri como o Grêmio é tri da Copa do país do tetra
e a caminho de ser _por que não?_, no ano que vem, tetra da Copa do país do penta.
*
Ao Grêmio só falta uma direção que confie
mais no valor de seus jogadores e no espírito que a torcida e a própria administração do clube inocularam no time.
O Grêmio não precisa que seus dirigentes invadam o gramado ou mandem cortar a água do vestiário adversário, práticas incompatíveis com um enorme campeão. (Folha de São Paulo, 24 de maio de 1997)

Telê Santana – Conquista merecida

O título da Copa do Brasil ficou em boas mãos.
Desde a primeira partida eu senti que o Grêmio conquistaria esse título. Mesmo tendo empatado o primeiro jogo e decidindo contra o Flamengo no Maracanã.
Eu já treinei o Grêmio e sei a força que o tim
e tem em finais.
A torcida gaúcha dá uma força muito grande ao ti
me na hora da decisão.
Apesar de ter perdido alguns bons jogadores, como o Jardel, e o técnico Luiz Felipe Scolari, o time se manteve forte e fez por merecer mais essa conquista. (Fol
ha de São Paulo, 25 de maio de 1997)


Alberto Helena Jr.

Não sei quem, lá no Sul _desconfio que seja o Lauro Quadros_, revelou o segredo desse Grêmio interminavelmente campeão: esse Grêmio, simplesmente, se nega a perder. Pode trocar de técnico; sai jogador entra outro; seja a decisão lá, cá ou acolá, não interessa, o tricolor gaúcho, no fim das contas, leva a taça.
Talvez tenha a alma em forma de cabide, que não lhe permite vergar-se diante de qualquer situação, como costumava metaforizar o saudoso Kid Jofre, pai do nosso Galo de Ouro, Eder, ao explicar a diferença entre um verdadeiro campeão de boxe e outro apenas ocasional. O fato é que não cai. Pode ir à lona, nunca a nocaute.
Mas, na decisão da Copa do Brasil, deu-me a revelação: naquele impreciso instante de qualquer partida decisiva, entre os 30 e 40 minutos do segundo tempo, quando adensa-se no ar a certeza de que o placar está definido, os jogadores, naturalmente, reduzem o ritmo, baixam a vigilância, desligam-se, até. Pois é aí que o Grêmio dá o bote. No momento da tácita trégua, é que ele ataca e mete a mão na taça. Foi assim com o Flamengo. Assim tem sido. E, pelo visto, assim continuará sendo. (Folha de São Paulo, 25 de maio de 1997)


Ruy Carlos Ostermann – A Unha Pródiga

O Grêmio fechou na quinta-feira um ciclo de vitórias, quase todas heróicas. A dimensão do heroísmo é uma prova de resolução dos problemas no limite do possível. Não houve um jogo desse ciclo de acontecimentos exitosos que oferecesse à contemplação da crítica ou do torcedor a margem de vantagem, facilidade ou aproveitamento que superasse a condição de dor e sofrimento que cada vitória carregou nas costas.

Por isso, a melhor explicação para o sucesso dos muitos times do Grêmio que têm enfrentado Copa do Brasil e Libertadores – com até quatro reservas, por exemplo, como quinta no Maracanã – não está no plnao das considerações tático-estratégicas. Está na profunda realidade da bravura coletiva, da coragem individual e do time. Enfim, está justificada em valores permanentes da luta, da guerra e do conflito bem resolvido.

E poucas dimensões vitoriosas de um time servem mais a esse momento difuso do futebol brasileiro. O time do Grêmio não tem um astro consumado, de altíssima voltagem técnica como os principais brasileiros têm ou imaginam ter. Tem, ao contrário, um grupo que sabe jogar basicamente o futebol, tem boa técnica, mas que só se vale disso depois de ter quebrado a resistência ofensiva do adversário e se assegurado de que a bola é o primeiro triunfo dos times vitoriosos.
É essa identidade de guerra, luta e afirmação coletiva que está concedendo ao Grêmio as benesses de jogos encruados resolvidos positivamente, pelo regulamento ou pelo escore, na unha.

A unha pródiga do jogo.

***
“Para ganhar do Grêmio, um time precisa ser mais técnico e mais competitivo. Se não for as duas coisas, no máximo empata. Ganhar, não ganha.”

-o cronista Fernando Calazans, de O Globo, fino texto carioca, avaliando as duras circuntâncias da final da Copa do Brasil, sob o título de Ganhou o Melhor.” (Publicado em 24/05/97 – Zero Hora)

Paulo Sant’Ana – Grêmio Supercampeão!
Milagre! Milagre! Milagre! Depois de quase morto no Maracanã de 100 mil flamenguistas, ressuscitou a garra farrapa do Grêmio, ressurgiu a flama maragata e chimanga do Grêmio, a tradição gaúcha de força, garra, combatividade, a alma ancestral da bravura gaúcha foi mostrada e lavada no gramado do maior estádio do mundo. Que vitória, que título, que extraordinária demonstração de obstinação, de fé no destino de vitória, que danação incrível no corpo e no espírito diante da adversidade. Simbolizada numa atuação de leão, numa reação de fera do grande Otacílio em todo o gramado.

Fantástico Grêmio, que detém agora os dois únicos títulos de abrangência nacional, é campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil, não dá mais para nenhum paulista, nenhum carioca, nenhum brasileiro contestar esta grandeza gigantesca de um time provinciano, que agora ganha o Brasil como já ganhou duas vezes a América e o Mundo.

***

O Grêmio é campeão brasileiro e campeão da Copa do Brasil ao mesmo tempo. Nunca houve nada igual no futebol brasileiro. São cinco títulos nacionais. Os paulistas e os cariocas vão declarar, observem nos próximos dias, que o Grêmio é o time da década e o time do milênio no futebol brasileiro É um clube predestinado à glória, nada há que o detenha no encontro com a vitória. O Grêmio é um milagre, uma utopia, um fato material, espiritual, mediúnico e sobrenatural que deixa para sempre os seus torcedores envoltos em sonhos e fantasias de felicidade.

Quase não dá para acreditar que o Grêmio tenha tantos títulos em sua bagagem. Porque o Grêmio é pobre perto do Corinthians, do Flamengo, do Palmeiras, esta potências todas que o Grêmio tem batido nos últimos anos, o Grêmio não tinha dinheiro para contratar um centroavante há poucos dias. E chegou à glória máxima de um time brasileiro ao se sagrar ao mesmo tempo campeão brasileiro e da Copa do Brasil, fato único e inédito , com um time de poucas estrelas, mas de um espirito de luta e dedicação , de uma insistência diante da adversidade como jamais se viu igual em outro time.

Não é o Grêmio que tem sorte, são os seus torcedores que nasceram com a sorte de ser gremistas.” (Publicado em 23/5/97 – Zero Hora)

 

Festa em Porto Alegre



Porto Alegre se colore de azul e branco

Milhares de torcedores gremistas saíram às ruas com bandeirinhas e estourando fogos para comemorar título
LÉO GERCHMANN

O Grêmio foi saudado ontem por milhares de torcedores ao desfilar em carro aberto pelas ruas de Porto Alegre (RS).
O time, tricampeão da Copa do Brasil, chegou ao aeroporto Salgado Filho às 12h20 de ontem, dirigindo-se para o estádio Olímpico em um carro dos bombeiros.
”Vamos comemorar, esta torcida merece”, disse Paulo Nunes, que, convocado para a seleção brasileira, desfalcará o time nos jogos contra os mineiros. ”Depois, pensaremos no Cruzeiro para, com muito respeito, conquistar a Libertadores.”
O carro aberto se justificou, segundo o presidente Luís Carlos Silveira Martins, pelo fato de que a taça foi conquistada em definitivo e que, cinco meses antes, o mesmo grupo conquistara o Brasileiro.
A recepção aos jogadores foi o desfecho de uma madrugada de festa. ”Eu sabia que a cidade estaria vestida de azul. É lindo”, disse o zagueiro Mauro Galvão.
Depois do jogo de anteontem à noite, em todo o Estado torcedores saíram às ruas portando bandeiras, estourando foguetes e buzinando em seus carros. A festa não foi impedida nem pelo forte frio _a temperatura chegou a ser negativa em alguns municípios.
O ex-técnico do Grêmio Luiz Felipe e o zagueiro Adílson, ex-capitão da equipe, foram colocados em contato, desde o Japão, com os jogadores no início da madrugada de ontem (início de tarde no Japão) pela Rádio Gaúcha.
Luiz Felipe, Adílson e o ex-preparador físico do Grêmio Paulo Paixão trabalham no Jubilo Iwata, junto com os gaúchos Dunga e Mabília.
”A gente torcia muito”, afirmou Luis Felipe. ”O Paixão interrompia o treino toda hora, telefonava para Porto Alegre e dava os resultados parciais.” (Folha de São Paulo)


Final – Flamengo 2 x 2 Grêmio

Grêmio é campeão da Copa do Brasil Time gaúcho empata com o Flamengo no Maracanã e vai disputar a Taça Libertadores da América em 98

O Grêmio empatou ontem em 2 a 2 com o Flamengo no Maracanã e conquistou pela terceira vez a Copa do Brasil. No primeiro jogo entre os times, na terça-feira, houve empate em 0 a 0.
Com o título, a equipe gaúcha já está classificada para a Taça Libertadores da América de 98.
O Flamengo foi surpreendido logo aos 6min do primeiro tempo. J
oão Antônio recebeu passe de Carlos Miguel, driblou o zagueiro Fabiano e chutou forte no canto esquerdo do goleiro Zé Carlos.
O Flamengo por pouco não sofreu o segundo gol em seguid
a. Nos contra-ataques, o Grêmio chegou com perigo aos 8min, com Paulo Nunes, e aos 14min, com Arce. Ambos arriscaram bons chutes. Aos 21min, Carlos Miguel também ameaçou o gol de Zé Carlos, em cobrança de falta.
O primeiro chute a gol do Flamengo só saiu aos 25min, com o latera
l-esquerdo Athirson, que infiltrou pelo meio e chutou no canto direito de Danrlei.
O Flamengo perdeu o meia Sávio, que saiu de campo contundido. Seu substituto, Lúcio, empatou o jogo aos 30min. O ex-meia do Goiás recebeu livre na área, dominou e finalizou com perfeição.
Os cariocas, empurrados pela torcida, cresceram em ca
mpo e viraram ainda no primeiro tempo. Nélio cruzou para Romário. O atacante se antecipou ao zagueiro Luciano, que entrara no lugar de Rivarola, e cabeceou colocado. A bola tocou na trave após defesa parcial de Danrlei. No rebote, o próprio Romário fez de cabeça.
No segundo tempo, o Grêmio voltou jogando mais à frente. Aos 3min, Luciano, de cabeça, acertou a trave flamenguista. O troco veio um minuto depois. Após chute cruzad
o de Athirson da esquerda, a bola passou por toda a área e por pouco Romário não a alcançou.
Aos 34min, o Grêmio conseguiu o empate. O lateral Roger avançou pela esquerda e cruzou. A bola desviou na zaga e sobrou para Carlos Miguel, na frente de Zé Carlos. O gremista só encobriu o goleiro.

“Técnico campeão da Copa do Brasil de 1997, o carioca Evaristo de Macedo, hoje com 80 anos, não escalaria três zagueiros e três volantes, um dos modelos preferidos de Renato Portaluppi.

– Sempre gostei de atuar com dois bons zagueiros, um bom defensor no meio de campo e o restante do time jogando para a frente – sintetiza o ex-treinador, que se aposentou depois de seis décadas no futebol.

Foi por conta desse estilo ousado que ele não se intimidou diante de um Maracanã lotado por quase 100 mil flamenguistas. O Grêmio saiu na frente, com João Antônio, sofreu a virada, com gols de Lúcio e Romário, e chegou ao empate por Carlos Miguel. Somado ao empate sem gols do primeiro jogo no Olímpico, o 2 a 2 garantiu a taça.

– Meu time não era de se assustar. Sabia tocar a bola, não era só de briga, jogava também – recorda.” (Zero Hora – 27 de outubro de 2013)

FRASES
Nós não tomamos gol em Porto Alegre (no primeiro jogo), e isso foi muito importante.”
João Antônio, volante do Grêmio, que foi favorecido pelo r
egulamento da Copa do Brasil ao marcar gols no campo do adversário
É difícil uma equipe ter mais raça que a nossa. Agora, ninguém mais tira a taça do Grêmio.”
Danrlei, goleiro do Grêmio

Nós mostramos raça, fibra, determinação. Dedico o título aos rapazes, e vamos para a Libertadores.”
Evaristo de Macedo, técnico do Grêmio

“Teve algum jogo contra a dupla Gre-Nal que ficou marcado na sua carreira?

ROMÁRIO – Cara, negativamente. Flamengo e Grêmio no Maracanã, em 1997. Que a gente empatou de 0 a 0 lá e depois eles empataram em 2 a 2 e foram campeões da Copa do Brasil. E teve um jogo lá no Beira-Rio que me marcou muito, em 1998. Eu havia falado para a comissão técnica da Seleção Brasileira que, em determinado dia, eu ia estar bom para jogar. Era o segundo jogo da segunda fase da Copa (3 de julho, data de Brasil x Dinamarca pelas quartas de final). Aí a Seleção jogou e dois dias depois eu entrei em campo pelo Flamengo em um amistoso contra o Inter. A gente empatou em 1 a 1, e eu fiz o gol. Eles não confiaram no que eu tinha dito.” (Zero Hora)




Flamengo 2 x 2 Grêmio

FLAMENGO: Zé Carlos; Fábio Baiano, Luiz Alberto, Fabiano e Athirson; Jamir, Maurinho, Nélio (Iranildo 37/2), Evandro; Sávio (Lúcio 27/1) e Romário.
Técnico: Sebastião Rocha

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola (Luciano16/1), Mauro Galvão e Roger; Otacílio, João Antônio, Emerson e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Djair 37/2) e Rodrigo Gral (Marcos Paulo 22/2).
Técnico: Evaristo de Macedo

Copa do Brasil 1997 – Final – Jogo de Volta
Data: 22/5/1997 21:30, Quinta-feira
Estádio:Maracanã,Rio de Janeiro-RJ
Público: 95,125
Renda: R$ 970,350.00
Juiz: Wilson de Souza Mendonça-PE
Cartões Amarelos: Mauro Galvão, Otacílio, Rodrigo Gral
Gols:João Antônio 06/1T, Lúcio 30/1T, Romário 41/1T, Carlos Miguel 34/2T

Final – Grêmio 0 x 0 Flamengo

 

Flamengo consegue empate no Olímpico
Equipe carioca obtém igualdade sem gols diante do
Grêmio no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil

Grêmio e Flamengo empataram em 0 a 0, ontem à noite, no estádio Olímpico, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. A segunda partida é amanhã, no Maracanã.
O jogo foi marcado pela confusa arbitragem de Francisco Dacildo Mourão, xingado pelos torcedores e criticado pelos jogadores.
O jogo, porém, tampouco empolgou. Os erros e a falta de efetividade do ataque gaúcho se somaram à excessiva segurança da equipe carioca, que se esmerou mais na marcação do que em fazer gols.
O Grêmio começou assustando. Com apenas um minuto de jogo, Carlos Miguel cobrou falta na extrema esquerda do ataque, e a bola, após atravessar toda a área, bateu na trave de Zé Carlos.
Apesar de pressionado, o Flamengo mantinha a calma no meio-campo e, aos 20min, já conseguia dominar o setor.
As jogadas de ataque do Grêmio, porém, eram mais efetivas, como aos 24min, quando Zé Carlos tocou para escanteio chute de Arce.
Aos 31min, Evaristo de Macedo foi obrigado a colocar Rodrigo Gral no lugar de Dauri, sentindo a região do púbis. Mas, em seguida, a equipe se desestruturou com a expulsão de Dinho, que fez falta violenta em Sávio.
Sob os gritos de ”vendido”, Mourão perdeu o controle da partida. Distribui mais três cartões amarelos sem nenhum critério.
Nervosa, a equipe gremista deu espaço ao adversário e, aos 45min, Júnior Baiano teve a melhor chance do Flamengo. Cabeceou para boa defesa de Danrlei.
Na segunda etapa, logo aos 3min, Paulo Nunes chutou de fora da área. Júnior Baiano furou, e Rodrigo Gral desperdiçou.
O Flamengo reagiu dois minutos mais tarde. Romário fez bom lançamento para Nélio. Danrlei salvou a equipe mais uma vez.
Aos 12min, Romário repetiu a assistência, desta vez para Evandro, que tocou para fora.
O Flamengo vinha melhor e, aos 19min, Romário ficou sozinho na área. Danrlei barrou a jogada, mas o árbitro já anotava impedimento.
Para o segundo jogo, o desfalque no Flamengo será Júnior Baiano, que recebeu seu terceiro amarelo (Folha de São Paulo, 21 de maio de 1997)

Gaúchos ainda culpam árbitro
Dirigentes, jogadores e comissão técnica do Grêmio se disseram inconformados com a atuação do juiz Dacildo Mourão, que, segundo eles, interferiu diretamente no empate do primeiro jogo da decisão, anteontem, em Porto Alegre.
As reclamações do Grêmio se referiram principalmente à expulsão de Dinho e à tolerância do juiz em relação aos jogadores do Flamengo. ”Foram dois pesos e duas medidas”, disse o p
residente do Grêmio, Luís Carlos Silveira Martins.
Os protestos gremistas encontraram ressonância nas declarações do diretor-técnico da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Gilberto Coelho, e do ex-juiz Renato Marsiglia, integrante da comissão que auxilia na coordenação da arbitragem brasileira.

”A atuação da arbitragem foi ruim. A expulsão do Dinho foi rigorosa, e o Dacildo cometeu vários equívocos”, disse Coelho.
”Eu simplesmente cumpri a regra do jogo”, afirmou Mourão. O juiz se referiu à regra que determina a expulsão do jogador que realizar jogada violenta.
O técnico do Grêmio, Evaristo de Macedo, disse que Mourão fo
i ”covarde” ao não expulsar Júnior Baiano (que fez falta violenta em Paulo Nunes e recebeu cartão amarelo) e que a sua atuação foi um ”desrespeito” ao Grêmio.
O Flamengo respondeu às acusações gremistas dizendo que a equipe gaúcha é violenta. ”O Grêmio tem um excelente time, por isso não precisa bater tanto”, disse o técnico Sebastião Rocha. (Folha de São Paulo, 22 de maio de 1997)

FRASES
O Dinho tinha mesmo que ser expulso.”
Kleber Leite, presidente do Flamengo, sobre a expulsão do gremista, anteontem

Foi um desastre. A expulsão do Dinho não obedeceu a nenhum critério.”
Renato Marsiglia, do comitê de reestruturação da comissão de arbitragem da CBF

Grêmio 0 x 0 Flamengo

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Dinho, Emerson (Marco Antonio 01/2), João Antônio e Carlos Miguel, Dauri (Rodrigo Gral 33/1) e Paulo Nunes.
Técnico: Evaristo de Macedo

FLAMENGO: Zé Carlos; Fábio Baiano, Júnior Baiano, Fabiano e Athirson; Jamir, Maurinho (Leandro 01/2), Nélio e Evandro; Sávio (Lúcio 02/2), Romário.
Técnico: Sebastião Rocha

Copa do Brasil 1997 – Final – Jogo de ida
Data: 20/5/1997 21:40, terça-feira
Estádio:Olímpico,Porto Alegre-RS
Público: 44,951
Renda: R$ 468,847.00
Juiz: Francisco Dacildo Mourão Albuquerque
Cartões Amarelos: Fábio Baiano, Júnior Baiano, Athirson, Jamir

Semifinal – Grêmio 1 x 1 Corinthians

Corinthians empata e está fora da final
Empate leva o Grêmio à decisão da Copa do Brasil

O Corinthians empatou com o Grêmio em 1 a 1, ontem, em Porto Alegre, e foi eliminado da decisão da Copa do Brasil.
A equipe gaúcha faz a final com o Flamengo, que eliminou o Palmeiras na outra semifinal.
O Corinthians precisava vencer por dois gols, já que na primeira partida perdera por 2 a 1.
As duas equipes começaram a partida sem se arriscar, bem fechadas na defesa.
No Corinthians, apenas Donizete ficava mais avançado, enquanto Mirandinha jogava mais próximo ao meio-campo, para puxar os contra-ataques em velocidade.
Assim, as melhores chances da primeira etapa foram criadas sobre as falhas da marcação.
Na falha gremista, o Corinthians aproveitou.
Aos 3min, Marcelinho lançou Donizete, que ganhou na corrida de Mauro Galvão e tocou na saída de Danrlei, abrindo o placar.
Na primeira falha corintiana, o Grêmio desperdiçou.
Dauri, sem marcação, levou a bola pelo meio e, da entrada da área, bateu forte, próximo à trave esquerda de Ronaldo.
Antes do final do primeiro tempo, no entanto, Paulo Nunes empatou a partida.
O atacante tabelou com Dauri e, já dentro da área, tocou para o gol. A bola ainda bateu no pé de Ronaldo, mas acabou entrando.
Na segunda etapa, o jogo ficou mais aberto, e o Corinthians teve as três melhores oportunidades para desempatar.
Aos 13min, Fábio Augusto cruzou da direita e Marcelinho cabeceou no travessão. No rebote, com o goleiro Danrlei caído, Donizete bateu sobre ele.
As outras duas chances foram desperdiçadas por Mirandinha.
Aos 16min, na pequena área, o atacante não aproveitou cruzamento de Souza. Aos 37min, em uma sobra de bola, após falta batida por Célio Silva, livre, tocou à esquerda de Danrlei. (Folha de São Paulo, 16 de maio de 1997)


Grêmio 1 x 1 Corinthians

GRÊMIO: Danrlei; Arce, Rivarola, Mauro Galvão e Roger; Luciano, Otacílio, Djair e Carlos Miguel; Paulo Nunes (Wágner 48/2) e Dauri (Alex 31/2).
Técnico: Evaristo de Macedo

CORINTHIANS: Ronaldo; Fábio Augusto, Célio Silva, Henrique (Sangaletti 30/1), André Luiz; Silvinho, Gilmar Fubá, Marcelinho Carioca, Souza (Túlio 35/2); Donizete, Mirandinha.
Técnico: Nelsinho Baptista

Copa do Brasil 1997 – Semifinal – jogo de volta
Data: 15/5/1997 21:35,
Estádio:Olímpico,Porto Alegre-RS
Público: 43,689
Renda:R$ 455,685.00
Juiz: Wilson de Souza Mendonça-PE
Cartões Amarelos: Fábio Augusto, Souza, Donizete
Gols: Donizete 03/1T, Paulo Nunes 44/1T